"E que a minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor é a outra metade também." (Oswaldo Montenegro)
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Ser Mãe... A incrível aventura recomeça!
Dia 14 de novembro de 2011, 09:46h no Rio de Janeiro. Bairro: Lins de Vasconcelos. Maternidade Carmela Dutra. Foi ali, na sala de pré-parto 2 que o ouvi pela primeira vez o som do seu chorinho. Foi ali que lhe peguei no colo, sentindo o seu corpinho tão frágil e tão pequeno nos meus braços pela primeira vez...
Como explicar com palavras um vínculo que ninguém consegue explicar? Naquele momento, meu coração se uniu ao seu, minha respiração se atrelou à sua e é quase como se fôssemos um só. Posso sentir meu corpo reagir à sua fome e ao seu choro... é como em uma sinfonia silenciosa, na qual Deus, Maestro de nós dois, rege nossa música, nos fazendo tocar em harmonia, mesmo quando nenhum som é emitido...
Meu filho...
Os dias se passam e o vínculo cresce, assim como o amor infinito e incondicional que sinto por você. Decoro cada partezinha do seu rosto, do seu corpinho e sou capaz de, com os olhos fechados, vê-lo no meu coração como se o estivesse olhando. Sinto um ímpeto de amá-lo cada vez mais, de cuidar de você, de estar a cada momento presa à liberdade que o meu amor por você me proporciona.
Minha vida, meu melhor de mim...
Amo você, meu Pequeno Príncipe.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Como os Nossos Pais...
"Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo o que fizemos ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais..."
Logo pela manhã comecei a ouvir Elis Regina e logo pela manhã comecei a pensar... Realmente, em grande maioria, somos como os nossos pais. Temos ainda os mesmos preconceitos, somos presos ainda a ditaduras, não necessariamente governamentais, mas da moda, do consumo, do marketing... Somos presos a idéias velhas, de um mundo que não nos pertenceu, mas sim, somos assim porque ainda somos os mesmos...
O desafio de hoje, do século XXI, é nos libertarmos... Nos libertamos da ditadura do marketing, do consumo, da moda que nos fez e provavelmente fará nossos filhos diminuirem os amigos gordinhos, gays,... enfim, diferentes, ou aqueles amiguinhos que os pais ralam pra pagar a escola particular e não sobra grana pra comprar um telefone mega fodástico, um computador super blaster da NASA. Nos libertarmos do preconceito religioso, racial, sexista e social que nos consome e persegue desde a época medieval, que faz adolescentes espancarem gays, colocarem fogo em mendigos e espancarem domésticas, com a desculpa "ah, mas eu pensei que fosse uma prostituta..."
O desafio do século XXI é não sermos mais os mesmos e vivermos como seres humanos, e não como madrastas malvadas de contos de fadas...
(Aline Queirolo)
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Saudade...
Saudade...
Como pode uma única palavra ser capaz de deixar um dia tão solitário, tão sombrio e tão cinzento, apesar do sol que queima a pele? Como pode o sol queimar a pele tão profundamente enquanto o coração se esconde encolhido, procurando calor no meio de uma nevasca? Como é possível sangrar num sorriso, e chorar lágrimas que nunca brotaram nos olhos?
Saudade...
Palavra tão pequena, uma única palavra, capaz de matar, capaz de fazer com que quase esqueçamos de respirar...
Como é possível esquecer de dormir? Como é possível esquecer de viver? Como é possível que uma ausência seja tão longa ao ponto de fazer doer a alma de uma forma que parte nenhuma do corpo é capaz de doer?
Saudade...
Dura, fria, solitária, cruel... Sempre saudade... Saudade que dói, saudade que sangra, saudade que perdura, saudade que afoga, que sufoca, que mata, que deixa tudo enevoado...
Se eu um dia tivesse forças para matar, seria a saudade que eu mataria. Mataria essa dor que afoga no peito, mataria essa raiva que brota na garganta, o nó de choro que sufoca... Saudade maldita, que não passa, que não sai, que não se cansa de doer! Como pode sangrar sem cortar?
Saudade...
E ainda assim, com toda a dor, com toda a agonia, me vejo esperando pacientemente por cada minuto que passa, para enfim me jogar em seus braços e curar, por algumas horas, a saudade que logo voltará a reinar...
Bernardo...
Amor que faz acordar de madrugada para sentir um pezinho ou uma mãozinha. Amor que faz chorar ao ouvir a batida de um coração num consultório médico frio. Amor que une mais do que se pensaria ser capaz de unir duas pessoas. Amor que faz crescer.
Dentro de mim sinto um amor que cresce assim como você cresce. Amor que dá medo, que dá ansiedade que dói, que conforta, que ampara, que dá sentido à vida.
Meu filho, pedaço de mim mesma, meu retrato, minha vida, meu ar, meu chão...
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Devoção - 20-12-10
Eu te roubei pra mim, para te ter pela vida inteira…
Eu te tranquei no meu peito, para que não vás embora…
Eu te selei os lábios com um beijo, para q não grites…
Eu te pus pra dormir em meu leito, pra não te perder…
Eu te dei a lua e o sol, pra que nada te falte…
Eu te ofertaria as estrelas, só para ver o teu sorriso…
Eu te marquei com unhas e dentes, para marcar meu território…
Eu te amo tds os dias, te desejo a cada noite e me renovo em ti a cada manhã, só para satisfazer meu egoísmo.. Só para matar a vontade de te fazer feliz, só para manter o sorriso q o teu amor me traz, só para te querer enlouquecidamente todos os dias…
Te amo.. A cada dia mais, a cada segundo mais… Por toda a minha vida, eu sei que vou te amar… Diariamente me descubro em teu peito e me perco novamente em seus beijos, em seus carinhos… Me desenho novamente para vc, mas o calor do teu corpo novamente me derrete a imagem, precisando de ti novamente para me reescrever…
Antes de ti eu era metade de mim mesma, metade de mulher, perdida em devaneios sem sentido, um diamante bruto confundido com um mero seixo, sem brilho, perdido no fundo de uma montanha distante…
Em teu amor me vejo inteira, me vejo pessoa, me vejo mulher, me vejo única, um diamante lapidado perdido em suas mãos, sem necessidade de se encontrar, pois o seu calor é o calor de me sentir em casa…
Eu te tranquei no meu peito, para que não vás embora…
Eu te selei os lábios com um beijo, para q não grites…
Eu te pus pra dormir em meu leito, pra não te perder…
Eu te dei a lua e o sol, pra que nada te falte…
Eu te ofertaria as estrelas, só para ver o teu sorriso…
Eu te marquei com unhas e dentes, para marcar meu território…
Eu te amo tds os dias, te desejo a cada noite e me renovo em ti a cada manhã, só para satisfazer meu egoísmo.. Só para matar a vontade de te fazer feliz, só para manter o sorriso q o teu amor me traz, só para te querer enlouquecidamente todos os dias…
Te amo.. A cada dia mais, a cada segundo mais… Por toda a minha vida, eu sei que vou te amar… Diariamente me descubro em teu peito e me perco novamente em seus beijos, em seus carinhos… Me desenho novamente para vc, mas o calor do teu corpo novamente me derrete a imagem, precisando de ti novamente para me reescrever…
Antes de ti eu era metade de mim mesma, metade de mulher, perdida em devaneios sem sentido, um diamante bruto confundido com um mero seixo, sem brilho, perdido no fundo de uma montanha distante…
Em teu amor me vejo inteira, me vejo pessoa, me vejo mulher, me vejo única, um diamante lapidado perdido em suas mãos, sem necessidade de se encontrar, pois o seu calor é o calor de me sentir em casa…
Te amo… A cada dia mais, a cada segundo mais…
Abraçe então essa mulher, essa menina perdida em seu colo, em seu olhar, em seus carinhos e acalma esse coração que só sabe doer de saudade, que só sabe dizer o seu nome…
Hoje - 13-07-08
Hoje eu preciso de um café forte, um cigarro aceso e uma música para chorar.
Hoje eu preciso de um abraço apertado, uma roda de amigos e uma mesa de bar.
Hoje eu preciso de uma boa conversa, uma piada sem graça e um jogo de bilhar.
Hoje eu preciso de um livro antigo, uma história nova e um novo lugar.
Hoje eu preciso de um abraço apertado, uma roda de amigos e uma mesa de bar.
Hoje eu preciso de uma boa conversa, uma piada sem graça e um jogo de bilhar.
Hoje eu preciso de um livro antigo, uma história nova e um novo lugar.
Hoje eu preciso de um sanduíche de queijo, um filme velho e um travesseiro pra deitar.
Hoje eu preciso de uma lavagem cerebral, uma bronca de uma amiga e um ombro pra chorar.
Hoje eu preciso de um cheiro novo, uma roupa passada e um lugar pra dançar.
Hoje eu preciso de uma bicicleta, uma ciclovia e uma praia para pedalar.
Hoje eu preciso de uma lavagem cerebral, uma bronca de uma amiga e um ombro pra chorar.
Hoje eu preciso de um cheiro novo, uma roupa passada e um lugar pra dançar.
Hoje eu preciso de uma bicicleta, uma ciclovia e uma praia para pedalar.
Hoje eu preciso de um pôr-se sol, uma chuva de estrelas e uma noite pra descansar.
Hoje eu preciso de uma chuva de estrelas, de um novo desejo e de um novo luar.
Hoje eu preciso de tudo novo, começar do zero e desencanar.
Hoje eu preciso de uma balada, de um porre e de um remédio pra relaxar.
Hoje eu preciso de uma chuva de estrelas, de um novo desejo e de um novo luar.
Hoje eu preciso de tudo novo, começar do zero e desencanar.
Hoje eu preciso de uma balada, de um porre e de um remédio pra relaxar.
Hoje eu preciso de uma recomeço.
Hoje eu preciso de um amigo.
Hoje eu preciso de um verso novo.
Hoje eu preciso de um violão.
Hoje eu preciso de uma lavagem cerebral.
Hoje eu preciso de um calmante.
Hoje eu preciso te esquecer.
Hoje eu preciso de um amigo.
Hoje eu preciso de um verso novo.
Hoje eu preciso de um violão.
Hoje eu preciso de uma lavagem cerebral.
Hoje eu preciso de um calmante.
Hoje eu preciso te esquecer.
Confessar Sem Medo de Mentir... - 10-08-09
Ao som de Roupa Nova, ela pegava papel e caneta e começava a escrever. Procurou as palavras e as vestiu com todo o requinte que mereciam. Esticou o braço até o fim da mesa do computador, pegou um cigarro, levou até a boca, pegou o isqueiro.. logo lembrou-se que ele não gosta que ela fume. Devolveu o cigarro ao maço e voltou a olhar a tela.
Tinha escrito exatamente duas linhas: deletou as duas. Começou novamente com palavras rebuscadas, com parágrafos bem delineados…
- Droga! – resmungou, acendendo finalmente o cigarro, por impulso, sem perceber o que fazia – Isso não vai sair nunca! – olhava para a tela do computador, procurando as palavras certas que nunca pareciam certas realmente.
- Droga! – resmungou, acendendo finalmente o cigarro, por impulso, sem perceber o que fazia – Isso não vai sair nunca! – olhava para a tela do computador, procurando as palavras certas que nunca pareciam certas realmente.
Uma semana havia se passado desde o encontro em que o beijo apaixonado precedeu o “Oi”. Parecia que já estavam juntos há anos, mas só havia se passado uma semana.. O coração acelerava sempre que pensava nele e pensava nele o tempo todo… Voava para o telefone todas as vezes que ele tocava e o sorriso era inevitável ao ouvir o “Oi, meu amor!” tão esperado às vezes pelo dia todo. E era para o telefone que ela olhava agora, como se os seus olhares fizessem o telefone tocar mais rápido.
Não tocou…
Não tocou…
Levantou-se. Vestia a camisa do Flamengo. Desceu um pouco, foi até a rua. Voltou, colocou o fone de ouvido, começou a ouvir Roupa Nova. Escutou uma canção que dizia que “não faz mal não ser compositor. Se o amor valeu, eu empresto um verso meu pra você dizer”. Abriu finalmente um sorriso e escreveu apenas algumas palavras para si mesma:
“Ah, coração, se apronta pra recomeçar
Ah, coração, esquece esse medo de amar de novo.”
Ah, coração, esquece esse medo de amar de novo.”
Cansou de esperar. Pegou o telefone e ligou para desejar um bom dia.
O Sopro do Dragão - 08/08/09
Do alto da Pedra dos Esqueletos, o Dragão Púrpura olhava de longe… O grupo de guerreiros atacava os seus lacaios até chegar até ele. Atacava impiedosamente, até matar cada um deles…
O clima na montanha era pesado: o ar de malignidade se espalhava deixando o ar quase irrespirável. Os corpos jaziam pela pedra, inertes, mortos. A Sacerdotisa conseguira correr rápido o suficiente para despistar o Dragão Púrpura e voltar para ressucitar os jovens guerreiros…
Mas até mesmo no meio do clima mórbido o Destino, senhor de tudo, tinha seus meios de fazer com que as coisas seguissem o seu curso. O Sacerdote caíra sobre o corpo frágil da Feiticeira. E ali conversaram. Por trás do Sacerdote, havia um Guerreiro. Dali, a Feiticeira e o Guerreiro passaram a se falar todos os dias. Como a Raposa do Pequeno Príncipe, a Feiticeira passou a esperar, cada vez mais ansiosa pelo cumprimento do Guerreiro e, quando este a cumprimentava, seu rosto era pequeno demais para abrigar tamanho sorriso. Ela se interessou e foi aos poucos se apaixonando pelo jeito simples, meigo e atencioso do Guerreiro, mas a timidez não permitia que ela falasse abertamente sobre isso. Ele, no entanto, foi direto, claro, objetivo.. E ela disse sim…
Então, finalmente Guerreiro e Feiticeira se encontraram. Os olhares se cruzaram. Os corpos se cruzaram. O abraço longo aquecia, confortava. Então, o inevitável aconteceu: os dois se lançaram em um beijo único, inesquecível, seguido por um delicado “Oi”. Daquele momento em diante, não havia mais dúvidas de que Guerreiro e Feiticeira caminhariam juntos.
Assim se inicia uma nova história… Guerreiro e Feiticeira, Feiticeira e Guerreiro.. Ou talvez muito mais do que um Guerreiro e uma Feiticeira: duas pessoas, comuns simples, desvestidas de armaduras e de habilidades especiais.. Apenas.. dois apaixonados…
Ciclo Da Vida - 24-08-2008
As situações das quais você foge nunca acabam por você fugir. Não importa o quanto se corra dos problemas: eles sempre voltam a bater em sua porta. E as coisas não seriam diferentes naquela noite de domingo, fria como o inverno que batia à porta. Daniella estava em sua cama, vendo um filme velho, enrolada no seu cobertor, comendo pipoca até pegar no sono. Mas o sono não vinha… As horas passavam e o sono não chegava.
Ela levantou e foi até a geladeira. Tinha uma garrafa de vinho pela metade e ela se serviu. Voltou para o seu quarto quando o telefone tocou. Ela não podia acreditar no identificador de chamadas, mas era ele. Logo agora… Mas por que agora?
Miguel era um bom homem. Estava ao seu lado, era carinhoso e durante todo o tempo que estiveram juntos nunca haviam tido uma briga. Eles já tinham se casado no civil e começavam a preparar as coisas para a cerimônia religiosa e a festa do casamento. Daniella estava grávida, já com a barriguinha aparecendo, e estava tremendamente feliz. Se encontrou nos braços de Miguel, e dali não pretendia sair tão cedo. Ela o amava e ele o amava. Eram felizes e ponto.
Agora ele reaparecera. Depois de tanto sofrimento, depois de tantas lágrimas, Adriano estava por perto novamente. Justo agora. O casamento com Adriano foi perfeito no começo, até que o ciúme e a insegurança estragaram muita coisa. O respeito foi por água abaixo, o carinho desapareceu… As mágoas se tornaram maiores do que o limite de tolerância.
Então ele voltou… Reapareceu… E lhe pediu pra voltar. Ele era sua alma-gêmea, não havia dúvidas, mas ela não queria mais aquele sofrimento todo. Mas, tudo o que é verdadeiro não morre, apenas se cala… E seu coração acordou para aquele amor que dormia em silêncio no fundo do porão do tempo.
A confusão na cabeça de Daniella era mosntruosa. Ela não queria estar longe do seu único amor, mas também não queria perder a segurança que Miguel lhe passava. O celular continuava tocando, e ela não queria atender. Ela foi até a varanda do seu quarto. Décimo sexto andar… O vento cortava seu corpo coberto apenas pela camisolinha cor-de-rosa. Os olhos se fecharam e tudo o que se ouviu foi um barulho seco e oco.
Memórias - 12-07-2008
O vento tocava o rosto de Christine, enquanto ela dirigia com a capota de seu conversível totalmente aberta. No banco de trás, algumas poucas malas, com muito poucas histórias para contar do passado que queria deixar para trás. Em alta velocidade, ela cruzava o deserto em seu carro, indo para o Norte, buscando uma nova vida, num novo local, onde fosse a mulher sem rosto e sem passado que sempre desejou ser. Não importava quem iria ficar para trás, ou o que ela deixaria de viver em sua vida de sempre… Ela simplesmente colocou o pé na estrada e preferiu viver no anonimato.
Ela pára em um posto de gasolina. Sai do carro, acende um cigarro, tira os óculos escuros, o lenço do pescoço, o chapéu… Entra na lojinha de conveniência e pede uma Coca-Cola. O frentista termina de encher o tanque, conferir o óleo do carro… Ela termina seu cigarro e, quando se dirige ao seu carro, nota que está em uma pacata cidade, próxima de onde ela deveria estar indo. Cansada por estar atrás do volante a pelo menos uns três dias, resolve fazer uma parada de alguns dias.
Levratti era uma cidade bonita. Christine passeava devagar com o carro até chegar a praça principal, onde estacionou, procurando um lugar para ficar. A praça da cidade era como todas as praças de cidades pequenas: tinha uma canteiro de pequenas violetas, um pipoqueiro, banquinhos… Em volta da Praça de Levratti, havia a Igreja, a mercearia, a livraria, a floricultura e um pet shop. Um pouco mais distante da praça, ficava o hotel, para onde Christine se encaminhou.
Ao entrar no hotel, Christine foi remetida a uma outra época: os móveis, a decoração… Parecia estar no século XIX. Inclusive a roupa dos funcionários do hotel era adeqüada àquela época. Foi quando Christine teve o maior susto da sua vida…. Na sua frente surgiu a dona do estabelecimento: era a própria Christine se olhando num espelho de um tempo que ela não viveu. Ambas pararam, se olharam…. O medo dominava Christine enquanto ela via sua sósia sorrir alegremente. Então ela se apresentou…
“Olá, Christine, bem vinda de volta. Eu sou tudo o que você tenta esquecer. Sou suas lembranças mais doloridas e suas lembranças mais felizes. Sou você, sou seu passado, sou suas memórias… Sou tudo o que você escolheu e tudo que você deixou de escolher. Sou seus medos e suas tristezas, sou seus sonhos e seus pesadelos. Não, minha querida, você não pode fugir de você, não pode fugir de seu passado….”
Lentamente, a sósia de Christine segurou sua mão e a levou até um espelho. Era o espelho de suas memórias. Christine olhou e se viu ali, com quatro anos de idade. Viu seu pai chegando bêbado de madrugada, indo até o seu quarto e a violentando. Se viu com quatorze anos, ainda sendo violentada pelo pai enquanto sua mãe estava em um manicômio e ela cuidava de seu irmão recém-nascido. Se viu um pouco mais velha, tentando suicídio, com apenas dezesseis anos. Se viu sendo mãe aos vinte um e apanhando do pai do seu filho alguns anos depois. Se viu grávida de oito meses, de gêmeos, sendo atropelada às vésperas do Natal, indo parar no hospital às pressas, com seus dois filhos mortos, Giovani e Helena. Se viu indo embora de sua cidade no meio da madrugada após uma briga com seu segundo marido, voltando para casa de seu pai. Se viu fazendo novos amigos maravilhosos, a família que Deus a permitiu escolher. Christine simplesmente se via naquele espelho. Viu seus primeiros amores, suas primeiras desilusões, suas primeiras mágoas, as primeiras vezes em que magoou alguém…. Era ela, era a sua história. Então entendeu que não importava para onde ela fosse, suas lembranças e seu passado iriam com ela. O choque foi tão grande, que Christine desmaiou.
Na sala de trauma, o médico de plantão manda parar os procedimentos de ressucitação. A explosão no posto de gasolina tinha sido causada por um cigarro jogado no chão. O médico coloca a mão sobre a testa de Christine, escorregando suavemente pelos seus olhos, os deixando fechados. Hora da morte: 19:21h.
A Banheira - 11-07-2008
Elisa chegou em casa cansada do trabalho. Abriu a geladeira, pegou um congelado qualquer e colocou no microondas. Estava cansada demais para preparar uma refeição decente. Até porque era mais uma noite solitária, não ia haver convidados para o jantar. Que diferença faria?
O dia tinha sido muito cansativo e Elisa resolveu tomar um banho longo e demorado na sua banheira. Pegou um vinho, colocou uma música suave e largou seu corpo exausto na água quente. O corpo foi cedento aos estímulos relaxantes e ela começou a repassar o seu dia em sua cabeça. O engarrafamento longo e demorado até chegar no trabalho, o trabalho monótono e cansativo, atrasado por horas de falta de concentração. O almoço sozinha, como não poderia deixar de ser. Os longos minutos até a hora de sair. O telefone que não tocava nunca, por mais que ela esperasse um telefonema qualquer. O novo engarrafamento voltando pra casa.
Seus dias eram cada vez mais vazios e depressivos. Elisa estava no piloto automático há algum tempo. A vida havia se tornado um fardo muito maior do que ela podia suportar. Nada mais fazia o menor sentido… Ela havia se afastado dos amigos, havia deixado de gostar de seu trabalho que era a coisa mais importante de sua vida, havia desistido de viver… Ela não sentia mais prazer, mais vontade de viver… Diferentemente de sua amiga Letícia que havia se matado há alguns dias apenas, ela não tinha coragem de fazer o mesmo.
Então tocou o telefone… Era ele. Sim, Elisa, assim como sua amiga Letícia, havia passado por uma grande desilusão amorosa. Por várias vezes ela pensou em se matar… A dor era maior do que sua capacidade de tolerância…. Mas valeu a pena sofrer tudo aquilo por aquele momento ao telefone. Ele queria saber como ela estava, queria dizer que estava preocupado, que sentia sua falta. Disse que precisava dela de volta e ela aceitou, sem pensar duas vezes… Na mesma hora ele pegou o carro e foi até ela. Os dois se abraçaram, se beijaram e fizeram amor louca e carinhosamente. Deitaram juntos e dormiram abraçados, perdidos um no colo do outro.
O sol incomodava um pouco os olhos de Elisa, que ainda dormia. A claridade tomava conta do banheiro… A água da banheira estava fria… O copo de vinho vazio estava caído perto dos sais de banho… O relógio despertou. Elisa tomou uma chuveirada rápida para acordar, colocou sua roupa, pegou sua pasta e foi trabalhar.
Além da Tela - 10-07-2008
Madrugada… A fumaça espiralada do cigarro deixa o quarto frio enevoado… Já são quase três da manhã e o sono não vem… Letícia prepara um whisky cowboy e vira todo de uma vez só. A bebida desce queimando, mas pelo menos aplaca o frio cortante daquela noite…
Ela apaga o cigarro, senta na frente do computador para conferir seus emails, depois de prender seus longos cabelos castanhos. Novamente, não há nada de interessante na sua caixa de entrada: horóscopo, mala direta, spam, um milhão de mensagens pps que ela sequer se dá o trabalho de ler. Mas não há nenhuma notícia que ela gostaria de ler… Mais um dia e ele não dá notícias…
Já faz um tempo… Perdida em suas lágrimas, ela não tem mais noção de tempo… Aqueles quinze dias têm sido os mais longos de toda a sua vida… Ela tenta falar com ele, mas não o encontra na internet como encontrava antes… Ele não manda mais email, não se comunica com ela por mensagens, não atende mais o telefone… Quando atende, é aquela ligação rápida, a voz dele meio fria…
Havia alguns meses que haviam se conhecido pela internet. Em pouco tempo, ele passou a ser mais que parte da vida de Letícia: ele se tornou a sua própria vida.. Ela se divorciou para que ficassem juntos. Ela o amava mais que tudo e sabia que ele a amava além da vida… Mas ele era muito ciumento e ela era muito sociável com seus amigos. O fato de serem pessoas muito conhecidas os colocava em evidência e o amor dos dois deixava qualquer um com inveja… Logo se formou um exército para separá-los. E um exército vitorioso….
Letícia passou toda a madrugada perdida em seus pensamentos… O celular dele estava desligado… Ela coloca mais um whisky no copo… Dose dupla.. Cowboy…. Se arrasta até o banheiro, onde pega seus comprimidos para dormir. Na tela do computador, o email havia sido enviado. Ela se deita, toma os comprimidos… Todos eles. Engole com o whisky. Seu corpo cai inconsciente na cama. Então ela finalmente o vê chegando e encontra paz…
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Preconceito, o mal do século!
Ontem o Flamengo e o Santos deram um show a parte no Brasileirão com um lindo jogo, que rendeu 9 gols, coisa rara no futebol mais contemporâneo. No entanto, vergonhosa foi a atitude de alguns torcedores do Santos no camarote: gritar insultos racistas a jogadores do Flamengo que estavam se aquecendo em frente aos seus lugares. Aliás, mais vergonhoso do que isso é que até agora eu não vi nenhuma repercussão na mídia sobre o assunto, ninguém falou nada, ninguém se manifestou... enfim, como sempre, o silêncio impera onde a revolta deveria gritar.
Bom, embora não tenha revoltado a mídia, a mim incomodou bastante essa atitude. Reclamei em um site de relacionamentos e infelizmente, me decepcionei mais com a repercussão do que com a situação propriamente dita. Em algum momento, uma amiga muito consciente, reclamou que pior que o racismo, é a banalização do racismo, com as seguintes palavras:
"Foi muito feio mesmo, Inha. O pior é ver o quanto o assunto é banalizado e até usado como piada. Ser preto num país de preto é foda."
Eu achei que fosse ser uma bela chave para fechar um assunto com chave de ouro. Afinal, a destreza dessa minha querida irmã com as palavras é bem digna de uma chave de ouro para um assunto tão triste e polêmico. No entanto, eu me enganei, e fui surpreendida por um comentário triste, decepcionante, doído...
"Que e' isso...o Brasil nao e' spo de preto e muitos sao civilizados. No Rio e' que se encontra mais escuridao, mas mesmo assim....somos todos irmaos.....e nao podemos julgar o proximo...Papai do C'eu nao gosta :0) rsrrrsrsrsrsrsss"
Como assim "muitos são civilizados"? Quer dizer que, parafraseando uma grande amiga, há negros que ainda são rudimentares, primitivos e que não se adequam à uma civilização que se diz, de forma hipócrita, civilizada? "Não podemos julgar o próximo"? Por quê julgaríamos? Por serem negros?
E, para dissertar sobre a pior parte do comentário, vou novamente usar as palavras dessa minha grande amiga:
"E essa "escuridão" aí, irmã? A "luz" deve ter ficado lá pela Europa, pois a raiz do Brasil pode ser de qualquer cor, menos branca. Branca é a cor dos exploradores que chegaram aqui; branca é a cor dos que arrancaram o negros de sua terra, escravizaram, açoitaram, aleijaram e mataram negros por aqui; branca é a dos que quiseram escravizar os próprios donos da terra e hoje é a cor da corrupção política que assola neste país."
Enfim, é muito triste ver que as piores demonstrações de racismo não são as explícitas como os ataques dos grupos Skinhead, ou os comentários do palhaço do Bolsonaro. O mais triste é ver o quanto o racismo é tão construído na nossa sociedade que mesmo sem perceber, algumas pessoas são tão racistas como esses que acabei de citar, e ainda assim, se acham no direito de dizerem que amam a humanidade como um todo.
Mas talvez seja verdade. Afinal, é muito fácil amar a humanidade. Difícil é amar o jogador negro do Flamengo que estava se aquecendo em frente ao camarote da torcida do Santos. Difícil é amar a vizinha negra que canta suas melodias de louvor a Orixá. Difícil é entender que os negros são mais civilizados que o palhaço que faz um tipo de comentário desses.
Amar a humanidade é fácil. Difícil é amar o próximo!
Ainda falando sobre preconceito, hoje vi uma matéria sobre a aceitação da lei que assegura aos casais homossexuais o direito de constituirem união estável civil. Mais da metade da população é contra a união estável entre casais gays e a mesma proporção se mantém quando se trata da adoção de crianças por lares homoafetivos.
O estudo, realizado entre os dias 14 e 18 de julho, identifica que as pessoas menos incomodadas com o tema são as mulheres, os mais jovens, os mais escolarizados e as classes mais altas. Pois é... homens cada vez mais machistas, velhos cada vez mais agarrados a antigos preconceitos e os pobres, mas não de dinheiro, os pobres de espírito, cada vez mais medíocres. Essa é a tendência real no nosso país.
O pior é que a grande maioria que é contra o reconhecimento dos direitos civis dos gays não se diz contra o convívio com homossexuais. Isso é o mais mesquinho! Toleram por perto desde que, legalmente, continuem tendo a certeza de que são inferiores, menos favorecidos, uma minoria oprimida. Aliás, é fato que no Brasil há cada vez mais grupos de minorias oprimidas. E não necessariamente minorias quantitativas, mas no geral minorias em voz e voto. Menos negros com voz ativa, menos gays, menos candomblecistas, menos umbandistas, menos deficientes, menos menores abandonados...
Enfim, hoje eu me decidi a pelo menos hoje expressar a minha fúria e a minha revolta com esse mundinho pequeno e medíocre no qual temos vivido. Espero ter acendido uma luzinha na mente dos poucos que vão ler esse texto.
(Aline Queirolo)
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Algumas frases de amor que não deveriam se perder....
Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo? (Fernando Pessoa)
O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar. (Carlos Drummond de Andrade)
Amar, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido. (Vinícius de Moraes)
A medida do amor é amar sem medida. (Victor Hugo)
Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor. (Vladimir Maiákovski)
Nada é pequeno no amor. Quem espera as grandes ocasiões para provar a sua ternura não sabe amar. (Laure Conan)
É preciso sofrer depois de ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado. (Guimarães Rosa)
Ser profundamente amado por alguém nos dá força; amar alguém profundamente nos dá coragem. (Lao-Tse)
A consciência de amar e ser amado traz um conforto e riqueza à vida que nada mais consegue trazer. (Oscar Wilde)
Ser amado é consumir-se na chama. Amar, é luzir com uma luz inesgotável. Ser amado é passar; amar é durar. (Rainer Rilke)
O prazer do amor é amar e sentirmo-nos mais felizes pela paixão que sentimos do que pela que inspiramos. (François La Rochefoucauld)
O amor eterno é de muito breve duração; podemos odiar eternamente, porém, amar eternamente, não. (Emanuel Wertheimer)
Não ser amado é falta de sorte, mas não amar é a própria infelicidade. (Albert Camus)
E a emoção do nosso amor
Não dá pra ser contida
A força desse amor
Não dá pra ser medida
Amar como eu te amo
Só uma vez na vida (Roberto Carlos)
Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca. (Clarice Lispector)
De longe te hei de amar- da tranquila distância em que o amor é saudade e o desejo, constância. (Cecília Meireles)
Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada! (Sigmund Freud)
Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor. (William Shakespeare)
Tão bom morrer de amor e continuar vivendo. (Mário Quintana)
Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal. (Friedrich Nietzsche)
Mil Pedaços
Eu não me perdi,
E mesmo assim você me abandonou...
Você quis partir, e agora estou sozinho
Mas vou me acostumar..
com o silêncio em casa, com um prato só na mesa.
Eu não me perdi,
O Sândalo perfuma o machado que-o feriu
Adeus, adeus ,adeus meu grande amor.
E tanto faz.. de tudo o que ficou,
Guardo um retrato teu,
e a saudade mais bonita.
Eu não me perdi,
e mesmo assim ninguém me perdoou..
Pobre coração - quando o teu estava comigo era tão bom.
Não sei por quê acontece assim e é sem querer
O que não era pra ser: Vou fugir dessa dor.
Meu amor
se quiseres voltar - volta não
E mesmo assim você me abandonou...
Você quis partir, e agora estou sozinho
Mas vou me acostumar..
com o silêncio em casa, com um prato só na mesa.
Eu não me perdi,
O Sândalo perfuma o machado que-o feriu
Adeus, adeus ,adeus meu grande amor.
E tanto faz.. de tudo o que ficou,
Guardo um retrato teu,
e a saudade mais bonita.
Eu não me perdi,
e mesmo assim ninguém me perdoou..
Pobre coração - quando o teu estava comigo era tão bom.
Não sei por quê acontece assim e é sem querer
O que não era pra ser: Vou fugir dessa dor.
Meu amor
se quiseres voltar - volta não
Porque me quebraste em mil pedaços.
(Renato Russo)
Estamos Com Fome de Amor...
O que temos visto por ai ???
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes.
Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???
Chegam sozinhas e saem sozinhas...
Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos...
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.
E não é só sexo não!
Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida?
Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama .... sexo de academia .. . .
Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos,
sem se preocuparem com as posições cabalisticas...
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...
Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos...
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...
Pra chegar a escrever essas bobagens?? (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, familias preconceituosas...
Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...
Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado...
"Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...
Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem haver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?
Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...
O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in...
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.
Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...
Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!
Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!
(Arnaldo Jabour)
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