"E que a minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor é a outra metade também." (Oswaldo Montenegro)
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Saudade...
Saudade...
Como pode uma única palavra ser capaz de deixar um dia tão solitário, tão sombrio e tão cinzento, apesar do sol que queima a pele? Como pode o sol queimar a pele tão profundamente enquanto o coração se esconde encolhido, procurando calor no meio de uma nevasca? Como é possível sangrar num sorriso, e chorar lágrimas que nunca brotaram nos olhos?
Saudade...
Palavra tão pequena, uma única palavra, capaz de matar, capaz de fazer com que quase esqueçamos de respirar...
Como é possível esquecer de dormir? Como é possível esquecer de viver? Como é possível que uma ausência seja tão longa ao ponto de fazer doer a alma de uma forma que parte nenhuma do corpo é capaz de doer?
Saudade...
Dura, fria, solitária, cruel... Sempre saudade... Saudade que dói, saudade que sangra, saudade que perdura, saudade que afoga, que sufoca, que mata, que deixa tudo enevoado...
Se eu um dia tivesse forças para matar, seria a saudade que eu mataria. Mataria essa dor que afoga no peito, mataria essa raiva que brota na garganta, o nó de choro que sufoca... Saudade maldita, que não passa, que não sai, que não se cansa de doer! Como pode sangrar sem cortar?
Saudade...
E ainda assim, com toda a dor, com toda a agonia, me vejo esperando pacientemente por cada minuto que passa, para enfim me jogar em seus braços e curar, por algumas horas, a saudade que logo voltará a reinar...
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