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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Duda e Rafa - Parte I - Desencontros



Se olhou calma e profundamente no espelho. A maquiagem não estava ruim, o cabelo estava bom preso no coque banana com alguns fios propositalmente soltos. O vestido verde claro faz sobressair o tom esverdeado dos seus olhos naquele fim de tarde. Arrumou-se propositalmente para parecer casual, como se não estivesse indo para um grande evento em sua vida amorosa. Mas estava. A casualidade do outfit não combinava com a ansiedade lhe roendo por dentro. Colocou a mão na boca mas se deu um tapa: "Não roa as unhas, não agora."

Ia de ônibus, como costuma fazer quase todo o seu trajeto pela cidade, mas se lembrou do salto fino e desconfortável lindíssimo: seus sapatos não combinavam em nada com ficar em pé até chegar ao seu destino. Pegou um táxi, distraída. O motorista precisou perguntar a segunda vez para ela perceber que precisava lhe informar o destino: "Marina da Glória, por favor." . Incrivelmente o trânsito estava tranqüilo, sem engarrafamentos. Não levou nem bem 35 minutos e chegou lá. Pagou o taxista e saiu do táxi.

Ele ainda não havia chegado, mas a paisagem era tão bonita que valia a pena ser observada por alguns instantes, sem enlouquecer por causa da ansiedade. O sol começava a baixar e dava ao céu um tom levemente avermelhado, bronzeado a água da Marina, colorindo tudo ao redor. Respirou fundo, fechou os olhos e, pasmem! Ela finalmente relaxou! Ao se sentir segura e controlada novamente, olhou em volta. O sol se punha, se afundando na água e deixando que o dia se fosse para que a noite chegasse. A noite chegou; ele não. Pegou o celular na bolsa: nenhuma chamada. Foi até as mensagens de texto recebidas: local, dia, horário... tudo certo. Mas ele não havia chegado ainda. Uma hora de atraso. Algum problema no trabalho. Trânsito no Centro? Passou em casa pra trocar de roupa. Sim, mas por que não ligou? Pensou em ligar, mas não, ainda era pouco tempo de atraso. Não, não era pouco tempo, mas ela não queria dar o braço a torcer. Pensou em ligar para uma amiga, mas ficou com medo de estar ao telefone e ele chegar. Também não podia dar uma impressão de pouco caso. Duas horas de atraso. Ligou: caixa postal. Deixou um recado: "Espero que esteja tudo bem. Me retorne quando puder". Chamou um táxi e rumou de volta pra casa. O trânsito estava um inferno. Os pés ardiam no sapato desconfortável. Estava frustrada. Realmente frustrada....

Bom, aqui caberia um parágrafo explicando como toda essa história havia começado....

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